Sindicato dos Delegados de Polícia de Alagoas solicita que Delegacia Geral e Delegacia de Crimes contra a Administração Pública adotem providências contra falso assessor

A diretoria do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Alagoas – SINDEPOL protocolou requerimento dirigido à Delegacia Geral de Polícia Civil e à Delegacia Especializada de Crimes contra a Ordem Tributária e a Administração Pública pleiteando célere e rígida apuração da conduta atribuída a Wellington de Lima Spinellis, que surge em áudios que circulam nas redes sociais se intitulando falsamente de “assessor” do diretor máximo da instituição.

Como é de notório conhecimento, em mídias que se difundiram em aplicativos de mensagens instantâneas e foram reproduzidas pela imprensa, Spinellis, que não integra os quadros da polícia civil, aparece asseverando de forma enfática que realiza atividades típicas de polícia investigativa, comandando equipes de agentes de polícia e exercendo, inclusive, poder de gestão sobre delegados e operações policiais.

Não fosse bastante, o falso assessor do diretor da instituição ainda faz inverídicas afirmações sugerindo que delegados, de uma forma geral, não trabalham com afinco para solucionar crimes de flagrante ofensa à paz social, como é o caso do roubo, tipo penal de mais nítida violação patrimonial e violência contra a pessoa.

Trata-se de fato de extrema gravidade e que demanda imediata e aprofundada investigação, e não apenas simples registro. A Polícia Civil, como instituição séria e pautada pelo profissionalismo, jamais pode admitir que particulares façam uso indevido de seu nome ou de seus servidores, sobretudo se houver finalidade ilícita como razão de fundo.

A abordagem de falsos policiais a particulares, a qualquer título e a qualquer pretexto, deve ser reprimida de maneira enérgica pela Polícia Civil de Alagoas, tanto porque pode configurar conduta criminosa, como se acredita que aconteceu no caso Spinellis, quanto porque atinge diretamente a imagem da instituição, que, mesmo diante da escassez de investimentos, não tem medido esforços para oferecer o melhor serviço à população.

Assim, o SINDEPOL, em sua missão precípua de defesa dos interesses da categoria e considerando que a conduta debatida configura, em tese, crime contra a administração pública, não sujeito a qualquer condição para sua devida apuração, pugna pela imediata instauração de inquérito policial, a fim de que o fato seja apurado pela própria instituição, que deve cumprir sua missão investigativa constitucional e ser a maior interessada na manutenção de sua boa reputação e imagem.

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